Impairment Test X Fair Value: Aspectos Práticos.

Sumário

Em um cenário contábil cada vez mais orientado por normas internacionais e exigências de transparência, a correta mensuração dos ativos patrimoniais é essencial para garantir a fidedignidade das demonstrações financeiras. Nesse contexto, dois conceitos ganham destaque: o Impairment Test e o Fair Value.

Apesar de muitas vezes confundidos, esses instrumentos possuem objetivos distintos e aplicações bem definidas na contabilidade societária.

Este artigo tem como propósito esclarecer as diferenças entre esses dois conceitos, apresentar aplicações práticas, discutir impactos fiscais e ilustrar, por meio de exemplos reais, como empresas brasileiras têm utilizado esses mecanismos para adequar seus balanços à realidade econômica.

Certamente, se você atua nas áreas de contabilidade, controladoria ou auditoria, este conteúdo vai te ajudar a aplicar esses critérios com mais segurança e precisão.

Primeiramente, entenda o que é redução ao valor recuperável de ativos, impairment test, valor justo – fair value, e descubra qual é a sua utilidade no mundo empresarial.

Saiba como reconhecer, mensurar e evidenciar a real capacidade de retorno econômico de ativos.

Assim, em atenção aos padrões internacionais de contabilidade, o valor recuperável possibilita apresentar o real valor econômico do ativo.

E como isso acontece? Quais são os critérios e orientações de reconhecimento, mensuração e evidenciação?

Ao final deste conteúdo você deverá ser capaz de:

  • Conceituar o valor recuperável e valor justo;
  • Saber mensurar o valor recuperável e valor Justo;
  • Identificar quando deve ser realizado o teste de impairment;
  • Perceber os requisitos e hierarquia da mensuração a valor justo;
  • Obter aplicabilidade prática na avaliação de ativos;
  • Realizar a contabilização de perdas ou reversões.

E aí, vamos lá?

Vale lembrar que parte deste conteúdo foram extraídos/adaptados das respectivas fontes e sugestões de leitura com intuito de performar o aprendizado.

Primeiramente, é importante saber que esses são os dispositivos base: Art. 183, §3º, Lei 6.404/76; IAS 36, CPC 01 (R1), NBC TG 01 (R3); NBC TG 46 (R1), CPC 46, IFRS 13.

Hipóteses de Aplicação do Teste de Recuperabilidade

Inicialmente, as hipóteses de aplicação do teste de recuperabilidade prevista no Art. 183, §3º, incisos I e II, Lei 6.404/76, que diz:

A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) :

I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

Sucintamente, podemos dizer que há duas Hipóteses para Impairment Test:

  1. Quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades; e
  2. Para determinação da vida útil econômica.
Ainda em linhas introdutórias, vale pontuar que o conceito de ativo envolve três características, sendo uma delas a geração de benefícios econômicos.

Tal Característica que está estritamente ligada ao que vamos estudar.

Ativos geram benefícios econômicos, basicamente, de duas formas: no uso ou venda.

Vale ressaltar um texto da – IAS 36:

Portanto, é essencial para a estratégia do IASB, migrar da contabilidade com base no custo histórico para uma contabilidade com base em benefícios econômicos futuros prováveis (ativos) ou nos valores de sacrifícios econômicos futuros prováveis (passivos).

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Objetivo dos Dispositivos: IAS 36, CPC 01 (R1), NBC TG 01 (R3)

O principal objetivo dos dispositivos: IAS 36 CPC 01 (R1) NBC TG 01 (R3) é:

Estabelecer regras e critérios para que a entidade tenha condições de assegurar que seus ativos estejam contabilizados por valores que não excedam seus valores de recuperação.

O alcance do CPC 01 (R1), IAS 36 e NBC TG 01 (R3) são:

De natureza geral e se aplicam a todos os ativos relevantes (materiais) mantidos e utilizados relacionados às atividades industriais, comerciais, financeiras, de serviços e outras. – Impairment Test, IOB, 2016

Portanto, O CPC 01 (R1), IAS 36 e NBC TG 01 (R3) é aplicado na contabilização de ajuste para perdas por desvalorização de todos os ativos, exceto:
  • estoques;
  • ativos advindos de contratos de construção;
  • ativos fiscais diferidos;
  • ativos advindos de planos de benefícios a empregados;
  • ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos CPCs que disciplinam instrumentos financeiros*;
  • propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo;
  • ativos biológicos;
  • custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de companhia de seguros; e
  • ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) mantidos para venda.
Ou seja, o que essas normas querem garantir é que sua empresa não continue registrando um ativo por um valor maior do que ele realmente vale.

Imagine, por exemplo, que você comprou uma máquina por R$ 100 mil, mas com o tempo e o mercado mudando, ela só pode gerar R$ 60 mil de retorno.

Dessa forma, manter esse ativo contabilizado pelo valor antigo distorce a realidade da empresa. É aí que entra o Impairment Test — para ajustar esse valor e trazer mais verdade às demonstrações contábeis.

Essas normas são aplicáveis à maioria dos ativos, com exceções específicas (como estoques, ativos financeiros ou propriedades para investimento já avaliadas a valor justo), porque cada tipo tem sua própria norma contábil.

Em resumo: o CPC 01 (R1) e suas correspondentes internacionais servem como um freio de realidade no balanço, prevenindo que a empresa superestime seus ativos e, consequentemente, seus resultados.

Termos Contábeis Essenciais para Compreensão do Impairment Test

Alguns termos importantes para entender o IMPAIRMENT TEST:

  • Ativo;
  • Valor recuperável;
  • Unidade geradora de caixa;
  • Valor líquido de venda;
  • Valor em uso;
  • Valor contábil líquido;
  • Vida útil do ativo;

Ativo


É tudo aquilo que a empresa controla e que pode trazer benefícios no futuro — como máquinas, imóveis, dinheiro ou até direitos a receber. Ou seja, o controle precisa ser resultado de algo que já aconteceu, como uma compra ou contrato.

Valor Recuperável


É o maior valor que a empresa pode obter com um ativo: seja vendendo (valor líquido de venda) ou continuando a usá-lo (valor em uso). Portanto, ele serve como base para decidir se há perda por desvalorização.

Unidade Geradora de Caixa (UGC)


É o conjunto mínimo de ativos que gera receita de forma isolada. Por exemplo, uma loja de uma rede varejista pode ser considerada uma UGC, pois gera caixa independentemente das demais.

Valor Líquido de Venda


É quanto a empresa ganharia se vendesse o ativo hoje, descontando os custos dessa venda. Pressupõe uma negociação justa, entre partes independentes e dentro das condições normais do mercado.

Valor em Uso


É o valor presente (atualizado) do dinheiro que o ativo deve gerar ao ser usado pela empresa. Leva em conta o tempo, riscos e estimativas futuras de receita.

Valor Contábil Líquido


É quanto o ativo “vale” na contabilidade hoje, após subtrair a depreciação (uso, desgaste) e perdas acumuladas. É esse valor que se compara ao valor recuperável no Impairment Test.

Vida Útil


É o tempo (ou a quantidade de produção) durante o qual a empresa espera utilizar um ativo de forma eficiente. Pode ser medida em anos, unidades produzidas ou horas de uso, por exemplo.

+ Comentários Sobre as Definições

O valor contábil é o montante pelo qual o ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e ajuste para perdas.

“A “subjetividade” que é parte integrante do processo de avaliação e mensuração do valor justo (valor econômico), pois as preferências pessoais dos agentes negociadores podem influenciar a sua determinação.

O desafio contábil é determinar o valor justo com clareza, um certo grau de objetividade, consistência e coerência.”

(Dr. Clóvis Luis Padoveze)

“A vida útil refere-se à expectativa do prazo de geração de benefícios econômicos para a entidade que detém o controle, riscos e benefícios do ativo e a vida útil econômica.

À expectativa em relação a todo fluxo esperado de benefícios econômicos a ser gerado ao longo da vida econômica do ativo, independentemente do número de entidades que venham a utilizá-lo.”

(Resolução CFC nº 1.263 de 10.12.2009)

A redução ao valor recuperável significa:

Assegurar que esse ativo não esteja registrado contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou até mesmo por venda.

Ou seja, caso existam evidências materiais de que ativos estejam avaliados por valor não recuperáveis no futuro.

Então, a entidade deverá imediatamente reconhecer essa redução por meio da constituição de uma estimativa de perdas.

Sendo assim, valor Justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração.

Se você ainda está tomando decisões com base em números que não refletem a realidade do seu negócio, está perdendo dinheiro. Literalmente.

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Impairment Test

O teste de recuperabilidade consiste no confronto entre o valor contábil de um ativo com seu valor recuperável.

O objetivo do teste de recuperabilidade é apresentar o valor real pelo qual um ativo será realizado.

Além disso, também é assegurar que o valor contábil líquido de um ativo ou grupo de ativos de longo prazo não seja superior ao seu valor recuperável.

Sendo assim, este último o maior entre o valor líquido de venda e o valor em uso.

A norma dispõe que:

Os ativos não podem ser apresentados nas demonstrações contábeis da entidade por valores maiores àqueles que sejam passíveis de serem recuperados através do uso em sua atividade ou pelo seu valor de venda.

Primeiramente, a ideia é estabelecer procedimentos para assegurar que os ativos da entidade estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação.

Na evidência de que tais valores não são recuperáveis, a empresa deve reconhecer tal desvalorização.

Sendo aplicado para controladas, coligadas e empreendimento controlado em conjunto.

Em resumo: o teste de recuperabilidade é uma forma de garantir que os ativos da empresa não estejam “inflados” nos balanços.

Ele compara quanto um ativo vale na contabilidade com quanto ele realmente pode gerar de retorno, seja pelo uso ou pela venda.

Dessa forma, se o ativo não puder recuperar seu valor contábil, a empresa precisa reconhecer uma perda. Isso evita distorções nas demonstrações financeiras e assegura maior transparência para sócios, investidores e órgãos reguladores.

Impairment test. Exemplo Prático.

Se Valor Contábil > Valor Recuperável = Perda por desvalorização.

Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil ultrapassa seu valor recuperável.

Dados:

  • Valor contábil do ativo R$ 100.000,00;
  • Valor recuperável do mesmo ativo R$ 70.000,00;
  • Valor da perda por desvalorização: R$ 100.000,00 – R$ 70.000,00 = R$ 30.000,00
Mensuração do Valor Recuperável

A perda por impairment deve ser reconhecida quando o valor contábil do ativo for superior ao seu valor recuperável (fair value).

Os principais métodos para determinar o recuperável:

  • Valor em uso: fluxo de caixa descontado;
  • Valor líquido de venda: preço de venda do ativo menos as despesas estimadas para vendê-lo, valor de mercado do ativo ou de similar.

Mensuração do Valor em Uso

Os seguintes elementos devem ser refletidos no cálculo do valor em uso do ativo:

  1. Estimativa dos fluxos de caixa futuros antes dos impostos sobre a renda que a entidade espera obter com esse ativo ou unidade geradora de caixa;
  2. expectativas sobre possíveis variações no montante ou período desses fluxos de caixa futuros;
  3. o valor do dinheiro no tempo, representado pela atual taxa de juros livre de risco;
  4. o preço decorrente da incerteza inerente ao ativo; e
  5. outros fatores, tais como falta de liquidez, que participantes do mercado iriam considerar ao determinar os fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com o ativo.

Identificação de Ativos Desvalorizados

Uma entidade deve avaliar em cada data de balanço se há qualquer indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização (estar com impairment):

Então, se existir qualquer indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo.

Portanto, independentemente de existir ou não qualquer indicação de impairment, uma entidade deve também testar anualmente:

Goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura); Ativos intangíveis com vida útil indefinida ou ainda não disponíveis para uso.

Eu sei que pode está parecendo tudo muito complicado, mas calma, eu, Elvis Dermoni, um empresário empreendedor, assim como você, sei que você busca o melhor para o seu negócio.

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Fatores que Indicam a Necessidade de Aplicação do Impairment Test

Fontes Externas de Informação

  • Diminuição significativa do preço de mercado do ativo
    Quando o valor de mercado de um ativo sofre queda expressiva e consistente, pode indicar que seu valor contábil não será recuperado.

  • Mudanças adversas no ambiente externo da empresa
    Alterações relevantes na economia, no setor tecnológico, nas condições de mercado ou em legislações que impactem negativamente o desempenho da empresa ou do ativo em questão.

  • Desvalorização da empresa no mercado
    Quando o valor de mercado da empresa como um todo passa a ser inferior ao valor contábil de seus ativos líquidos, é sinal de que os ativos podem estar superavaliados.

Fontes Internas de Informação

  • Mudança na forma de uso do ativo
    Se o ativo passa a ser utilizado de forma diferente daquela inicialmente prevista, reduzindo sua capacidade de gerar benefícios econômicos ou sua vida útil.

  • Obsolescência ou dano físico
    Avanços tecnológicos, desgastes excessivos ou danos que limitem a funcionalidade do ativo indicam possível perda de valor.

  • Decisão de venda antecipada
    Expectativa concreta de que o ativo será vendido ou retirado de uso antes do prazo originalmente estabelecido como sua vida útil.

  • Baixo desempenho identificado em relatórios internos
    Quando os relatórios financeiros ou operacionais indicam que o ativo não está gerando os resultados esperados, pode ser necessário avaliar sua recuperabilidade.

Aspectos Fiscais

  • Impairment = Valor Recuperável – Valor Contábil
    O teste de impairment compara o valor contábil com o valor que pode ser recuperado por meio do uso ou da venda do ativo. Se o valor contábil for maior, a diferença precisa ser registrada como perda.

  • Tratamento fiscal segundo a Lei nº 11.941/2009 (art. 15)
    A perda por impairment registrada contabilmente não é dedutível para fins de cálculo do IRPJ e da CSLL nas empresas que apuram pelo lucro real.

    Em outras palavras: essa despesa não reduz o lucro tributável da empresa, sendo considerada apenas para fins contábeis.

    🔎 Para mais detalhes, consulte a Instrução Normativa RFB nº 1700, de 14 de março de 2017.

Processo Contábil de Mensuração do Valor Justo

O processo contábil de mensuração do valor justo se refere a avaliar ativos e passivos com base no preço de mercado, em vez de seu valor contábil original.

Ou seja, ele é utilizado em várias áreas, como intangíveis, instrumentos financeiros e imóveis para investimento, entre outros.

O impacto dessa abordagem inclui mudanças nas avaliações contábeis, a unificação das práticas globais, e maior ênfase na substância da transação ao invés da forma. Além disso, promove a harmonização e a ética nas práticas contábeis, garantindo maior transparência e conformidade.

Principais Aplicações do Valor Justo

  • Intangíveis (CPC 04)
  • Pagamento em ações (CPC 10)
  • Instrumentos Financeiros (CPC 14, 38, 39 e 40)
  • Propriedade Investimento (CPC 28)
  • Combinação de Negócios (CPC 15)
  • Ativo Biológico (CPC 29)
  • Imobilizado (CPC 27)

Qual o impacto do valor justo?

  • Mudança contábil na avaliação;
  • Unificação de práticas internacionais;
  • Prevalecimento da essência sobre a forma;
  • Harmonização para reduzir divergências;
  • Compromisso com a ética, compliance;

Objetivo e Alcance do Valor justo

Os dispositivos NBC TG 46 (R1) DOU 01/12/14, CPC 46, IFRS 13, definem que:

O valor justo é uma mensuração baseada em mercado e não uma mensuração específica da entidade.

Por exemplo, para alguns ativos e passivos, pode haver informações de mercado ou transações de mercado observáveis disponíveis.

Assim como, para outros ativos e passivos, pode não haver informações de mercado e transações de mercado observáveis disponíveis.

O objetivo da mensuração do valor justo:

É estimar o preço pelo qual uma transação ordenada para vender o ativo ou para transferir o passivo ocorreria entre participantes do mercado na data de mensuração sob condições atuais de mercado.

Ou seja, um preço de saída na data de mensuração do ponto de vista de um participante de mercado que detenha o ativo ou deva o passivo.

Valor justo é:

O valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a liquidação.

Valor Justo – Princípios Gerais
  • Conceito de preço de saída;
  • Considera características do ativo/passivo: condição e localização;
  • Restrições na venda/uso;
  • Valor justo do passivo reflete o risco de não performance;
  • Exclui custos de transação;
  • Inclui custos de transporte.

Valor justo – o que deve ser feito

Determinar:

  • Principal e mais vantajoso mercado;
  • Como ativos e passivos estão sendo mensurados;
  • Preço quotado / técnicas de avaliação para determinar valor justo;
  • Ativos não-financeiros: determinar melhor uso possível e análise individual ou em conjunto com outros ativos.

Técnicas de avaliação / mensuração do VALOR JUSTO:

  • Abordagem de Mercado;
  • abordagem de Receita: e
  • Abordagem de Custo.

Abordagem de Mercado

É o uso de preços observáveis e de outras informações relevantes geradas por transações no mercado envolvendo ativos idênticos ou comparáveis (ou passivos). Por exemplo: cotações, precificação por matriz.

Abordagem de Receita

Aplicação de técnicas que convertem montantes futuros (caixa ou lucros) em um único valor presente (descontado). Exemplos:

  • técnica de valor presente,
  • modelos de precificação de opções,
  • método dos ganhos excedentes em múltiplos períodos.

Abordagem de Custo

Valor que seria necessário atualmente para substituir a capacidade de serviço do ativo (custo de substituição ou de reposição). Substituição e custo de reposição, tratado mais para ativos tangíveis.

Valor Justo – Mensuração

  • Premissa de valor
  • Participantes do mercado
  • Unidade de Contabilização
  • Aplicação a passivos / instrumentos patrimoniais
  • Aplicação a ativos não financeiros
  • Técnicas de avaliação
  • Hierarquia de valor justo
Hierarquia do Valor Justo

A empresa deve informar o nível de hierarquia de valor justo para cada classe de ativos e passivos financeiros não mensurados a valor justo no balanço patrimonial, mas cujo valor tenha sido divulgado.

Informações de Nível 1.

Primeiramente, as informações de nível são preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos a que a entidade possa ter acesso na data de mensuração.

Informações de Nível 2.

São informações que são observáveis para o ativo ou passivo, seja direta ou indiretamente, exceto preços cotados incluídos no Nível 1.

Informações (inputs) de Nível 3.

Dados não observáveis para o ativo ou passivo.

Divulgação

A entidade deverá divulgar uma série de informações que vão desde as técnicas de avaliação e informações utilizadas para desenvolver as mensurações até determinar classes de ativos e passivos conforme natureza, característica, riscos e o nível de hierarquia de valor justo na qual a mensuração está classificada.

Principais Divulgações

O valor da perda (reversão de perda) com desvalorizações reconhecidas no período, e eventuais reflexos em reservas de reavaliações;

Os eventos e circunstâncias que levaram ao reconhecimento ou reversão da desvalorização;

Sendo assim, a relação dos itens que compõem a unidade geradora de caixa e uma descrição das razões que justifiquem a maneira como foi identificada a unidade geradora de caixa; e

Se o valor recuperável é o valor líquido de venda, divulgar a base usada para determinar esse valor e, se o valor recuperável é o valor do ativo em uso, a taxa de desconto usada nessa estimativa.

Calma, eu sei que isso tá parecendo bem confuso na sua cabeça. Mas te garanto que não é tão complicado, e ainda mais fácil com o BPO da Elvis Dermoni.

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Considerações finais

Ao longo deste artigo, discutimos temas cruciais para a contabilidade, como impairment test e valor justo, abordando como essas práticas impactam diretamente na saúde financeira e estratégica das empresas. O entendimento dessas ferramentas não só garante maior precisão na avaliação de ativos e passivos, mas também traz um poder de decisão que pode mudar o futuro do seu negócio.

Por fim, agora, é hora de ir além e realmente transformar seu empreendimento. Então, se você busca resultados práticos, que vão do conceito à execução com confiança, eu te convido a mergulhar em dois livros que compartilham todo o conhecimento necessário para você alcançar o sucesso.

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Sobre o Autor

Foto de Elvis Dermoni

Elvis Dermoni

Elvis Dermoni é Contador e Consultor Estratégico, Mestre em Direção de Empresas, Perito Contábil-Tributário e Mentor de Negócios, com mais de 20 anos de atuação. À frente do Ecossistema CNP, ajuda empresários que enfrentam caixa apertado, peso tributário e decisões no escuro a conduzir seus negócios com mais clareza, previsibilidade e lucro consciente.

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